Onze Meninas
janeiro 5, 2011
Vou te contar uma história que pode até parecer mentira ou conversa de pescador, mas aconteceu na virada do ano de 2010.
Um grupo de 11 meninas, algumas muito amigas, outras totalmente desconhecidas resolveram passar o réveillon juntas em uma casa de praia;
Duas delas vieram na frente para providenciar a manutenção do imóvel. Chegaram já era noite se depararam com o que deveria ser grama da altura do muro.
Antes de se preocuparem com o matagal precisavam descobrir quais eram as chaves de cada um dos cadeados utilizados na segurança de recinto;
No escuro quase carregadas pelos pernilongos abriram a casa, com uma lanterna encontravam os disjuntores, acederam as luzes;
O próximo item da lista era abrir os registros de água que acreditavam ser apenas dois, mas constataram que também era necessário abrir o registro externo, que por ventura estava estrategicamente situado ao lado do muro perto do portão lateral tomado pelo mato;
Novamente utilizaram a lanterna e uma delas pulou o muro, adentrou o matagal para abrir o registro, após os procedimentos tornaram abrir as torneiras, mas ainda não havia água, frustradas comunicaram o insucesso para a responsável pela excursão que enfatizou o retorno senão houvesse água, pois o abastecimento poderia ter sido suspenso;
Já desiludidas com a notícia descobriram que havia mais um registro sobre a pia da cozinha, eis que jorra água da torneira, mais um problema solucionado;
Na mesma noite, ambas caminharam até o supermercado próximo para providenciar o restante dos mantimentos, ali mesmo receberam indicações de quem poderia cortar o mato;
Combinado com esse sobre o dia e horário do corte, retornaram preparam o jantar e foram dormir devido o avançado da hora, mas antes de deitarem tentam sem sucesso acionar a bomba de água, impasse que deixarem para pensar na solução no outro dia;
Ao amanhecer visualizaram com mais clareza o tamanho do mato e a bela faxina que a casa necessitava. Nesse momento um transeunte com a roçadeira nas mãos se ofereceu para cortar o mato;
Aceitaram sua proposta, após poucas horas o matagal não existia mais. A casa foi faxinada cômodo a cômodo.
Exaustas no final do dia constataram que não saia água do chuveiro do banheiro que fora selecionado para o banho, pois a casa dispõe de dois. Assim já tarde da noite foram higienizar o outro banheiro. A primeira tomou um banho quente, já a segunda não teve a mesma sorte. O chuveiro havia queimado, sem opção, a solução foi tomar banho gelado;
Levaram os problemas com bom humor, caçoavam de si mesmas, pois era um imprevisto atrás do outro;
Finalmente chegou a véspera da virada, tudo resolvido: casa limpa, bomba funcionando (graças ao Sr. João dos gatos), mato cortado, água e luz ok;
Foram preparar a comilança. Aí foi só descascar e picar, tudo bem que uma delas comprou um descascador novo, pois não se deu muito bem com o que havia na casa. Depois foi por no fogo, trocar de vasilha a manhã toda;
As meninas, as nove que faltavam chegaram aos poucos, o grupo ficou completo no meio da tarde, como nem todas se conheciam se iniciou as apresentações e confraternização;
No jantar já estavam familiarizadas, após comerem se preparam para a virada.
Parte grupo seguiu de carro para outra praia próxima, enquanto o restante seguiria de ônibus para encontrá-las no outro local, mas eis que surgem mais imprevistos. Como estava próximo da meia noite, as meninas que seguiriam de ônibus verificaram que não havia transporte público, muito menos um táxi para levá-las, assim passaram a virada sem a outra metade do grupo;
Por telefone são informadas que o carro ficou sem gasolina e as cinco meninas estavam paradas no meio da estrada, sendo auxiliadas por um pedestre alcoolizado,
Como não havia mais o que fazer, quem havia ficado para ir de ônibus volta para casa aguardando o retorno das meninas com a chave do imóvel;
A espera que seria de minutos durou horas repleta de angústia, preocupação e indignação que só foi colocada a cabo com a chegada da outra metade do grupo narrando ás desventuras que enfrentaram no decorrer da madrugada até chegarem a casa,
Assim, metade do grupo passou a madrugada do ano novo sentadas na varanda sendo devoradas por pernilongos e a outra metade na chuva e sem gasolina. Duas meninas do outro grupo caminharam até o posto de gasolina mais próximo para conseguir combustível depois de muitas dificuldades;
O grupo se reencontrou já era quase alvorada, inegável que pairou um clima tenso entre elas, devido aos perrengues que enfrentaram para uma madrugada que deveria ser de festa, mas na tarde do primeiro dia do ano se alegraram e festejaram até de madrugada para compensar a outra noite;
Desta forma, termina a história que aconteceu conosco na madrugada do primeiro dia do ano de 2011 que firmou a possibilidade de uma grande amizade entre onze meninas.
maneiro kkkk da hora….
Nunca imaginei que tantos imprevistos renderiam amizades tão gratificantes *-*
Com ctz jamais imaginei….mas foi o melhor presente do meu ano e olha que ele mal começou….amo mto
ahsuahusuhauhsasuh me racheiii, meu Deus qta coisa aconteceu!!!Ainda bem que tudo terminou bem =) Fiquei preocupada em como iria terminar a história, mto contagiante, não dá para começar a ler e não ver o final rsrsrs
é, realmente, foi uma virada de ano e tanto. rs