Invasão

fevereiro 9, 2011

Invadiu meus sonhos, me sentou naquela cadeira;

Amarrou minhas mãos;

Iniciou seu show;

Agitou o público, restou loucura;

Caminhou em minha direção;

Rebolou!

Uma camisa a menos;

Arrancou todos os botões;

Sensual lá vai outra peça;

Esfrega-se, molha meus dedos;

Umedece meu tato;

Seiva escorrendo no caule;

Flor virgem implorando estupro;

Retirar-se do mundo iludido, afinal sempre acreditou ser real;

Imóvel, observo;

Embebida em ti, desato os nós;

Agarro o corpo reluzente que me faz delirar;

Sustento minha animalidade, deslizo meus dedos na pele arrepiada sem deflorar o que já me pertence;

A noite já é dia, ainda estamos estendidas no horizonte que nos recebeu com mais um abraço;

Calmamente veste as roupas, me amarra novamente;

Vamos recomeçar;

Seios eriçados;

Músculos rígidos;

Pele suada;

Corpo sedento;

Desejo consumado!

Gozamos novamente sob o ruído de nossos gemidos.

Enfraquecida beijo seus lábios. Não quero acordar e constatar que estava sonhando;

Anseio provas para acordar e saber de sua veracidade, pois certamente, assim como entrou no meu quarto sem eu conhecer de onde veio, irás sem mencionar aonde quer chegar.

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