Saciar
fevereiro 9, 2011
Na penumbra observo seu corpo nu envolvido em pele;
Lençóis finos encobrindo seios pequenos;
Quantos delírios nessa madrugada mal dormida;
Faltaram desejos para satisfazer seus impulsos incontroláveis;
Suas confissões soaram como gritos no momento lúdico em que brincávamos;
O fervor de te agarrar pelos cabelos;
Apertar seus músculos;
Sugar seu líquido;
Apanhar o instinto em cada ordem;
O controle ilusório de mim;
Obedeci a seus mandamentos regulando suas exigências ao prazer de vê-la delirando por horas;
Ávida mulher degustando minha epiderme;
Arranhando-a;
Fragmento prazeroso de penetrar seu íntimo;
Orgasmo constante de nossos múltiplos delírios;
No emaranhado em que nos achamos saciamos o insaciável organismo que clama freneticamente por mais um toque, outro beijo, todos os lábios, a saliva da língua deslizando pelos membros e órgãos, o frescor do eretismo, por mais sexualidade na sensualidade do sexo. Anseio que em todas as noites eu lhe tenha mais uma vez a me saciar com seu gozo.
Ler ao som de Cazuza foi inebriante.
kisses.
Só preciso saber qual música para repetir a experiência